quinta-feira, 19 de maio de 2016

E se?

                         Além da disciplina, um pouco de curiosidade



Randall Munroe
         Um convite bem divertido pra quem gosta do universo curioso dos números, especificamente unindo cálculos numéricos, astronomia, física e outras ciências de um modo realmente inteligente que quase sempre resulta em sacadas bastante engraçadas.


        O livro "E se?" foi escrito pelo físico Randall Munroe e seus leitores, que ao enviar perguntas absurdas para serem respondidas com rigor científico obtiveram respostas bem fundamentadas e curiosas do autor. Para encontrar as respostas claras e humoradas, Munroe cria complexas simulações computadorizadas, resolve equações diferenciais e consulta operadores de usinas nucleares. Em geral, elas terminam com a aniquilação da humanidade ou, pelo menos, numa grande explosão.



       O livro pode ser encontrado em sites de compra online por um preço razoável em:

  • Na Saraiva por R$34,90 pelo link:
  • No Submarino por R$31,49 através do link:
  • E para download em:
         Boa Leitura!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O que é o Limite?

           Na matemática, o limite tem o objetivo de determinar o comportamento de uma função à medida que ela se aproxima de alguns valores, sempre relacionando os pontos x e y. Dizemos que uma função  f(x) tem um limite A quando x → a (→: tende), isto é,


     Teoremas:


1 – O limite da soma de duas ou mais funções de mesma variável deve ser igual à soma dos seus limites.

2 – O limite do produto de duas ou mais funções de mesma variável deve ser igual a multiplicação de seus limites.

3 – O limite do quociente de duas ou mais funções de mesma variável deve ser igual à divisão de seus limites, ressaltando que o limite do divisor seja diferente de zero.

4 – O limite da raiz positiva de uma função é igual à mesma raiz do limite da função, lembrando que esta raiz precisa ser real.

Determinando o limite de uma função:

 
                                       

Referências:

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Cursos de Cálculo 1 (Vídeo-Aulas)

Pelo  Professor Ferreto


Daniel Ferreto, mais conhecido como Professor Ferreto, natural de Carazinho no interior de Santa Catarina é Formado em Matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina. 



Por  Grings (OMatemático)



O Canal (OMatemático) é uma Produção do Professor Fernando Grings, ele é formado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica e é Professor a mais de 30 anos.

Limites:


Derivadas:



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Thomas - Cálculo (Volume 1)

         
        George Brinton Thomas foi um professor de matemática no Massachusetts Institute of Technology (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Nascido no Estados Unidos, foi aceito no programa de matemática na Cornell University (Universidade de Cornell) em 1937, onde realizou pesquisas sobre a teoria dos números. Ele é mais conhecido por ser o autor do livro "Cálculo", publicado em 1952. Seu livro é um sucesso desde sua publicação por tentar tornar o cálculo uma disciplina atraente, apresentando as teorias de forma direta e com linguagem clara e precisa das aplicações, tornando-o uma referência para estudiosos da área.



         É possível adquirir uma cópia do livro Cálculo Vol. 1 - 12ª Ed. 2012 nos sites:

  • Saraiva por R$ 146,40 através do link:
  • Submarino por R$ 129,41 através do link:



          Ou baixar, em pdf, a 10ª edição pelo link: 


Referências:


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Como surgiu a ideia de limite?


Zenão de Eleia
A ideia de limite surgiu por volta de 450 a.C. na discussão dos paradoxos de Zenão (argumentos utilizados para provar a inconsistência dos conceitos de multiplicidade, divisibilidade e movimento).

            Caso uma pessoa percorra uma distância finita entre dois pontos, ela tende a passar por infinitos pontos antes de completar o percurso. Por exemplo, para chegar ao fim de um percurso de 60 metros, a pessoa precisa passar por ½ do percurso, depois 2/3 do percurso, para assim chegar a 4/5 do percurso, depois 5/6 do percurso e depois 30/31 do percurso ao ponto correspondente a 199/200 e depois ao ponto 5647/5648 do percurso (que numericamente corresponderia a 59,989 metros).

Mas como o infinito significa algo que não tem limite, a pessoa nunca conseguiria chegar a um final do percurso, pois se este chegasse ao fim depois de percorrer o infinito, significaria que o infinito tem um fim, o que não é possível, gerando o primeiro paradoxo de Zenão – a Dicotomia.

Pierre de Fermat
            Cálculo é também algumas vezes descrito como o estudo de curvas, superfícies e sólidos. Fermat desenvolveu um método algébrico para encontrar os pontos de máximo ou de mínimo de determinadas curvas. Ele descreveu a curva por uma equação, chamou de ‘E’ um número e fez alguns cálculos algébricos, em seguida considerando E=0 de modo que desaparecessem os termos nos quais ‘E’ aparecia. Basicamente, Fermat colocou o limite de lado ao argumentar que ‘E’ é “infinitamente pequeno”. Geometricamente, o que ele queria mostrar é que nos pontos mais altos e mais baixos da curva, as retas tangentes são horizontais, ou seja, tem inclinação zero. 

            Encontrar a reta tangente é um dos problemas fundamentais do Cálculo. Durante o século VII, foram desenvolvidos por geômetras, tais como Descartes, Hudde e Sluse, diversos esquemas algébricos a fim de determinar as retas tangentes a determinadas curvas. É provável que tenham utilizado limite em alguma etapa de seus métodos, entretanto não viram a necessidade de definir o conceito de limite.

            Isaac Newton foi o primeiro a reconhecer a necessidade do limite. Em Principia Mathematica (1687), ele tentou formular o conceito de limite. Newton havia descoberto o papel fundamental que o limite teria no desenvolvimento da lógica do Cálculo, entretanto, por muitas décadas, suas sugestões não foram examinadas.

Jean le Rond d'Alembert
            Na época, D’Alembert foi o único cientista que reconheceu a importância do limite. Em Encyclopédie, afirmou que o conceito de derivada requer a compreensão prévia de limite, definido como “um valor é dito ser o limite de um outro valor quando o segundo pode se aproximar do primeiro dentro de algum valor dado, de qualquer modo pequeno, embora o segundo nunca possa exceder o valor ao qual se aproxima”. 
           No século XVIII, Lagrange concentrou sua atenção nos problemas da fundamentação do Cálculo, os quais ele resolveu desligando-o de "qualquer consideração do infinitamente pequeno ou quantidades imperceptíveis, de limites ou de flúxions". Entretanto, enquanto Cauchy procurava por uma exposição clara e correta sobre Cálculo para suas aulas em Paris, encontrou erros no que foi apresentado por Lagrange e a partir daí começou seu curso com uma definição moderna de limite, a qual utilizou como base para introdução da derivada, integral e o resto do Cálculo.
            Cauchy perdeu alguns detalhes técnicos, principalmente na aplicação de sua definição de limite a funções contínuas. No século XIX, Karl Weierstrass determinou que a primeira etapa para conseguir corrigir estes erros era reestabelecer a definição de limite de Cauchy em termos aritméticos, usando apenas valores absolutos e desigualdades, ideia que foi usada por Thomas em seu livro de Cálculo.

             Como é possível perceber, a ideia de limite surgiu, de forma indireta, há muitos anos e foi sendo aprimorada, assim como o Cálculo, com o passar dos anos até chegar a definição que nos é apresentada pelos livros didáticos hoje.

Curiosidade:


             Devido à preocupação sobre a falta de fundamento rigoroso para o cálculo, em 1874, a Academia de Ciências de Berlim ofereceu um prêmio para um prêmio para um ensaio que explicasse corretamente uma teoria do infinitamente pequeno e do infinitamente grande em matemática. O vencedor foi Simon L'Huillier, entretanto, seu trabalho é considerado longo e tedioso e não uma solução para os problemas propostos.


Referências:


http://meusite.mackenzie.com.br/giselahgomes/arquivos/historia_calculo.pdf

http://www.universoracionalista.org/o-paradoxo-de-zenao/
http://ecalculo.if.usp.br/historia/historia_limites.htm